Agora é oficial. O PMDB formalizou neste sábado a aliança com o PT para as eleições presidenciais. O deputado Michel Temer foi confirmado pré-candidato à vice-presidente da República na Convenção Nacional do PMDB, que reuniu centenas de filiados e militantes em Brasília.

Por 560 votos a 100, o partido decidiu integrar a chapa da pré-candidata do PT à presidência Dilma Rousseff. Após o resultado das urnas, Michel Temer afirmou que o PMDB caminhará unido na campanha presidencial.

“O PMDB me deu e, em conseqüência deu a você, Dilma, e a esta aliança, um respaldo extraordinário. A votação estupenda que nós tivemos”, comemorou Temer.

Mas o que une PT e PMDB, segundo Dilma, é o apego à democracia. Depois da resistência à ditadura, a defesa da anistia, das eleições diretas e da Constituição. A pré-candidata do PT afirmou que a Constituição estabeleceu um vínculo indissolúvel entre democracia e justiça social. O PMDB, afirmou, é parte desta luta. Lembrando tempos difíceis, Dilma rendeu homenagem a Ulisses Guimarães.

“A nossa parceria vem de longe, como as nossas lutas vem de longe. Vem da resistência democrática, o combate à opressão, onde forjamos o compromisso inabalável com a justiça social. Era um tempo em que muitos de nós amargamos o exílio, as prisões, as perseguições. Um tempo que não se pode contar sem reverenciar grandes líderes do PMDB como Ulisses Guimarães”, afirmou Dilma.

Para Dilma, no entanto, a luta pela democracia ainda não acabou. “Vamos defender a democracia também dos seus maiores inimigos. A mentira, a manipulação e a falsidade.”A pré-candidata do PT defendeu o respeito à soberania do voto popular e ressaltou os princípios democráticos de Temer, seu futuro companheiro de chapa.

“O Michel Temer sintetiza a força democrática do partido que ajudou a construir, que teve o privilégio de presidir com sabedoria e equilíbrio. Ele sabe ouvir e acolher a divergência.”

Neste domingo, será a vez do PT formalizar a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República.

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Passou o tempo que as crises financeiras de outros países traziam risco ao Brasil e faziam com que os investidores abandonassem seus planos no país. A fuga de dinheiro para o exterior ocorria seguidamente a cada nova crise no governo Fernando Henrique Cardoso.


A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, explicou por que o país não precisa mais temer uma fuga de capitais por conta dos problemas na economia europeia.


“A crise da Grécia podia levar para aquela situação de fuga de capitais para a segurança, a migração para os títulos americanos. Mas, não tem sido assim nesse momento da crise da Europa. Com as taxas de crescimento dos Estados Unidos, da União Européia e do Japão, dificilmente vai haver falta de capitais para o Brasil", comentou em resposta a perguntas dos empresários mineiros, durante o seminário Conexão Empresarial, em Tiradentes (MG)."


O Brasil tem fundamentos econômicos sólidos. Eles [os investidores estrangeiros] sabem que temos uma dívida sob controle. Temos R$ 250 bilhões em reservas e sabem que, acima disso tudo, temos os melhores projetos no sistema produtivo”, acrescentou.


Segundo ela, não há hipótese de o Brasil receber pouco investimento externo neste ano. “Eu acredito que somos a bola da vez. Nós, a China e a Índia somos os países que mais vamos crescer nessa década. Soma-se a isso nossas descobertas de petróleo”, apontou Dilma.




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A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, abriu nesta sexta-feira (11), a reunião do Diretório Nacional do partido que acontece em Brasília.

Dilma falou sobre o momento econômico e político do país, destacando as transformações promovidas pelo governo Lula e os desafios para o próximo período. “São os desafios de quem acumulou patrimônio partidário e de realizações no governo”.

Segundo ela, tão importante quanto a eleição presidencial é o fortalecimento da bancada petista e da base aliada no Congresso Nacional. “Isso é fundamental para que o Brasil possa implementar os grandes projetos transformadores”.

Quanto à força do PT para a campanha que começa em julho, Dilma foi taxativa: “precisamos de cada um dos militantes do PT. Essa é a relação que, ao lado de nossos aliados, irá nos levar à vitória”.

A reunião do Diretório Nacional prossegue durante todo o dia. Na pauta, debates sobre conjuntura política, eleições 2010 e informes de secretarias.

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A ministra Márcia Lopes, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, anunciou ontem a criação de 3.239 novos Centros de Assistência Social para atendimento à população pobre e aos casos de violação de direitos como a exploração do trabalho infantil. O anúncio foi feito durante o lançamento da campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, que levou crianças e adolescentes de escolas públicas, de associações e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), além de representantes de órgãos de defesa dos direitos infanto-juvenis, para uma divertida manifestação na Esplanada dos Ministérios.

“O maior gol que poderemos marcar será o dia em que não houver situação de trabalho infantil no país”, afirmou a ministra numa alusão ao tema da campanha, que remete à Copa do Mundo que começa a ser disputada hoje na África do Sul.

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, do Ministério do desenvolvimento Social e

Combate à Fome, atende atualmente 820.256 meninos e meninas em 3.520 municípios. Em uma década, o Brasil afastou dois milhões de crianças e adolescentes do trabalho precoce.

Brasília Confidencial
Foto: Ministério do Desenvolvimento Social

Os empresários e trabalhadores brasileiros precisam do Estado, e oEstado precisa dos empresários e trabalhadores para, juntos,construírem uma sociedade democrática, republicana e estável, quepromova o desenvolvimento por igual em todo o país. A afirmação foido presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante abertura do 82ºEncontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado emMaceió (Alagoas). O setor, disse o presidente, tem que aproveitar omomento para mapear avanços obtidos e identificar o que faltaaprimorar, além de apresentar sua pauta de reivindicações paraapontar novas referências para o governo fazer.
Lula afirmou sentir pena dos governantes brasileiros antes dele,porque estavam todos “atrofiados”, sem recursos para financiargrandes obras, sem crédito para oferecer aos empresários. O último presidente que teve condições de fazer grandes investimentos eminfraestrutura, por exemplo, foi Ernesto Geisel, “que conseguiuporque o dólar estava muito barato e nós tomamos dinheiro emprestadonos anos 70 para fazer uma boa política de desenvolvimento”. Masveio o forte aumento de juros promovido pelo Banco Central americano eo Brasil ficou “sufocado durante duas décadas e meia”, afirmou opresidente, passando então a ficar dependendo da “boa vontade doFMI para fazer as coisas”.
Informes PT


O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (PMDB-SP) se reuniu nesta quarta (9), com a pré-candidata Dilma Rousseff e entregou as propostas peemedebistas que futuramente integrarão o programa do governo da chapa encabeçada pelo PT.

Temer e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, ressaltaram que as sugestões dos partidos aliados (PR, PDT, PC do B e PSB) serão fundidas para compor o programa oficial. Segundo Temer, a fusão dos programas dá um caráter institucional à associação dos partidos aliados.

“Significa que vamos fazer verdadeiramente um governo de coalizão. Uma coalizão que se formaliza antes mesmo da campanha. E ela se dá por ajustamento programático".

PT

O coordenador de Biocombustíveis da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Marco Antonio Leite, disse, durante palestra no terceiro dia do 4º Congresso Brasileiro de Mamona, em João Pessoa (PB), que "a mamona vive seu melhor momento".

Nesta quarta-feira (9), o coordenador apresentou o tema Inserção da Agricultura Familiar na Produção de Oleaginosas para Biodiesel – caso da mamona. Segundo Leite, as aquisições das empresas (em reais) em mamona deram um salto de cerca de R$ 3 milhões (em 2007) para R$ 27 milhões (em 2009). E a perspectiva para 2010 é de aquisições que totalizem R$ 48 milhões.


Em 2005, início do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), a saca de 60 quilos de mamona era comercializada a R$ 32,00. Em 2010, este valor é de R$ 72,00. “Isso é por conta do PNPB. Hoje, existe uma cadeia melhor organizada. Mas ainda há muitos desafios”, disse Leite.


O coordenador também destacou o trabalho do MDA na concessão do Selo Combustível Social. Hoje, das 47 usinas produtoras de biodiesel, 31 possuem o Selo que, segundo Leite, é auditado, fiscalizado constantemente pelo Ministério. “A inclusão social é nosso maior foco. E o MDA vem fiscalizando se as empresas têm cumprido as exigências”, afirmou.


Para 2010, a perspectiva é de que cerca de que 100 mil famílias estejam participando do PNPB em todo o País. Em termos de aquisições da agricultura familiar em todo o Brasil, em 2006, totalizaram R$ 68 milhões. Em 2009, foram R$ 677 milhões e, para 2010, estima-se alcançar a soma de R$ 1,2 bilhão.




Ministério do Desenvolvimento Agrário