Os depósitos superaram os saques nas cadernetas de poupança pelo 14º mês seguido em junho. Dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central mostram que houve captação líquida positiva de R$ 4,178 bilhões no mês passado. Esse é o segundo melhor mês de junho da série histórica iniciada em 1994, atrás apenas do resultado de junho de 2002.

No primeiro semestre de 2010, as aplicações superaram as retiradas em R$ 12,242 bilhões, o melhor resultado da poupança para o período desde o início do Plano Real (1994). O recorde anterior, de R$ 8,772 bilhões, era do primeiro semestre de 2007.

Segundo os dados do BC, o resultado mensal positivo em junho foi alcançado pelos depósitos que somaram R$ 95,592 bilhões e superaram com folga os saques de R$ 91,413 bilhões no acumulado do mês. Ao mesmo tempo, as contas existentes tiveram rendimento creditado de R$ 1,767 bilhão, o que fez com que o saldo de todas as contas de poupança juntas somassem R$ 340,816 bilhões ao fim de junho.


Agência Estado

Neste período, foram envolvidos, em média, 114 mil agricultores familiares por ano, ao mesmo tempo em que alimentos de boa qualidade chegaram a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.


Em 2003, o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) fechava o ano com investimentos de R$ 145 milhões aplicados na compra de 135 mil toneladas de alimentos distribuídos para 185 mil pessoas em todo o País. Sete anos depois – o aniversário do programa é neste 6 de julho –, os números do PAA cresceram mais de 400%, mostrando a importância dessa ação. Em 2009, os recursos somaram R$ 590 milhões, com 484 mil toneladas compradas de 114 mil agricultores familiares e distribuídas para 13 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Nesses sete anos, o PAA já aplicou R$ 2,7 bilhões, incluindo recursos dos orçamentos dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a compra de R$ 2,6 milhões de toneladas de alimentos, que foram distribuídos para a rede sociaassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, montagem de cestas de alimentos e formação de estoques do governo. Hoje o programa está presente em mais de 2,3 mil municípios de todos os Estados e beneficia milhares de agricultores.

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Ministério do Desenvolvimento Social

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autoriza, a partir de hoje, a propaganda eleitoral na internet e nas ruas. Todos os cidadãos podem participar da campanha na internet, mas devem se identificar corretamente e dar direito de resposta caso algum candidato, partido ou coligação se sinta atingido.

Na internet, está proibido qualquer tipo de propaganda paga. É proibida, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas e oficiais.

Será permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material e bandeiras em vias públicas, que podem ser colocados a partir das seis horas da manhã e retirados antes das 22 h, sempre tomando cuidado para não dificultar a passagem dos pedestres. Estão proibidas pichações, inscrições a tinta, colagem de cartazes, colocação de placas, estandartes, faixas e assemelhados em bens públicos como postes, viadutos, passarelas e pontes, inclusive, em árvores e jardins públicos ou tapumes de obras ou prédios públicos.

A propaganda também está proibida nos bens de uso comum como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, igrejas, ginásios e estádios, mesmo que sejam de propriedade privada.

Comícios e shows

A realização de comícios com aparelhagem de sonorização fixa e trio elétrico, passeatas, carreatas e reuniões públicas é permitida entre 8h e meia-noite. O uso de alto-falantes deve respeitar o horário das 8h às 22h e manter distância de, no mínimo, 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e teatros, que estejam funcionando. É proibida a realização de showmícios ou evento semelhante para a promoção de candidato, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com o objetivo de animar comício e reunião eleitoral.
Rádio, TV e mídia impressa

As emissoras de rádio e televisão estão impedidas de veicular propaganda política, inclusive paga, ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato ou partidos. A propaganda em rádio e TV é restrita ao horário gratuito que começa dia 17 de agosto. A imprensa escrita pode emitir opinião favorável a candidato. No entanto, a matéria não pode ser paga.

Está vedada a distribuição de brindes, como por exemplo, camisetas, chaveiros, bonés, canetas, ou quaisquer outros bens ou serviços. Os outdoors continuam proibidos.
Dilma na Web

O preço médio da cesta básica foi menor em junho do que em maio em 16 das 17 capitais incluídas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica feita mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As reduções mais expressivas do custo dos alimentos essenciais ocorreram em Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES). Goiânia é a única capital onde a cesta básica ficou mais cara, por causa do aumento do preço do feijão.

Em nove capitais, segundo a pesquisa, os preços caíram mais de 3%. E em outras quatro a redução foi superior a 2%.


As cestas básicas mais caras são as São Paulo (R$ 249,06), Porto Alegre (R$ 248,15) e Manaus (R$ 236,57). A mais barata é a de Fortaleza, que custa R$ 181,92.


Analisado o primeiro semestre de 2010, o Dieese concluiu que o conjunto de preços da cesta básica subiu em todas as capitais. Os alimentos ficaram quase 22% mais caros em Recife (PR), 17% em Goiânia e 14% em Natal (RN), João Pessoa (PB) e Salvador (BA). Em São Paulo a alta foi superior a 9%; no Rio, próxima de 7%; e, em Brasília, pouco abaixo de 4%.


Considerado o período de 12 meses contados até junho, apenas em Fortaleza (CE) o valor da cesta foi reduzido – aproximadamente 4%. Em Manaus, o preço da cesta subiu quase 11%. Aumentos menores foram constatados em São Paulo (9,19%), Brasília (6,52%), Aracaju (4,43%), Rio (3,61%), Porto Alegre (1,84%) e Vitória (1,68%).

Brasília Confidencial
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Os investimentos do governo Luiz Inácio Lula da Silva fecharam o primeiro semestre do ano no maior patamar desde o restabelecimento das eleições presidenciais no país.Investimentos, diria um economista, são gastos destinados a ampliar a nfraestrutura e a capacidade de gerar bens e serviços para empresários e consumidores. Pela ótica política, são obras e inaugurações em habitação, saneamento, rodovias, ferrovias, hospitais e escolas.
As cinco eleições presidenciais anteriores foram disputadas com taxas de investimento inferiores a 1% do PIB, com exceção do pleito de 1994, em pleno lançamento do Plano Real -quando a troca da moeda e o fim repentino da hiperinflação distorceram as estatísticas.
Os investimentos estão em alta gradual desde o lançamento do PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento ), concebido como prioridade do segundo mandato de Lula e bandeira da candidata, Dilma Rousseff.
O que explica o recorde é um salto de quase 60% nos primeiros seis meses deste ano, na comparação com o primeiro semestre de 2009. Abertura, ampliação e conservação de rodovias, obras de saneamento básico e de urbanização de favelas compõem uma das maiores fatias dis investimetnos, além de um contrato firmado em acordo militar com a França para a construção de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Um terço dos recursos é repassado a governadores e prefeitos.
A equipe de Lula diz que o avanço no ritmo de investimentos não se deve ao período eleitoral. Segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), o governo em seu segundo mandato foi reaprendendo a investir e, agora, está colhendo os frutos desse trabalho. O Estado ficou quase 20 anos praticamente sem investir. Tudo era voltado para o controle. Mudamos essa lógica", diz Paulo Bernardo.

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De cada dez indústrias brasileiras, quatro devem fazer investimentos em capital fixo este ano, com o objetivo de ampliar a capacidade de produção. A constatação é da pesquisa Sondagem de Investimentos da Indústria, feita entre abril e maio deste ano e divulgada hoje (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O percentual (40%) registrado pela FGV é o segundo maior já apurado pelo estudo, feito desde 1998, perdendo apenas para os 50% registrados entre abril e maio de 2008. Segundo a FGV, o aumento de investimentos na capacidade produtiva está associado às boas perspectivas de crescimento do setor industrial.

Ainda segundo a pesquisa, 28% das indústrias farão investimentos com o objetivo de aumentar a eficiência produtiva, enquanto 18% visam a substituir máquinas e equipamentos. Já as empresas que afirmaram não ter programas de investimento para este ano somam 14% (o menor percentual da série histórica da pesquisa).


A Sondagem de Investimentos da Indústria também procurou saber o motivo dos investimentos feitos em 2009. Das empresas pesquisadas, 32% responderam que investiram para aumentar eficiência; 29% para aumentar a capacidade de produção e 21% para substituir e modernizar máquinas e equipamentos. Uma em cada cinco empresas informou não ter feito investimentos em 2009.


Agência Brasil
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O Ibope realizou três pesquisas para diferentes clientes e em períodos diferentes, mas próximos, entre 31 de maio e 30 de junho. Na primeira, encomendada pela Rede Globo e o jornal O Estado de São Paulo e feita entre 31 de maio e 3 de junho, apurou empate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Cada um deles, segundo o instituto, obteve 37% das intenções de voto. A Marina Silva (PV) o Ibope atribuiu 9%.
Menos de 20 dias depois os pesquisadores do Ibope foram novamente às ruas, dessa vez para mais uma rodada da pesquisa periódica contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado das entrevistas, feitas entre 19 e 21 de junho, apontou desempate. Em menos de três semanas, Dilma assumira a liderança das intenções de voto. A petista chegara a 40% e Serra caíra para 35% – resultado geral coincidente com pesquisa de outro instituto, o Vox Populi.
Antes de que se completassem 10 dias após as entrevistas da pesquisa CNI/Ibope, o instituto voltou a se mobilizar, agora para a Associação Comercial de São Paulo, e apontou outro resultado. De acordo com o que o Ibope informou neste fim de semana, as entrevistas realizadas entre 27 e 30 de junho apontaram empate entre Dilma e Serra: 39% para cada um e 10% para Marina. O resultado é desigual ao apurado 10 dias antes pelo mesmo Ibope e semelhante ao apontado uma semana antes pelo instituto Datafolha.
Na simulação para o segundo turno o vaivém do Ibope também aponta empate: Dilma e Serra teriam obtido, cada um, 43%. Dez dias antes o instituto apontara vantagem de 7 pontos para Dilma (45%) sobre Serra (38%).
De acordo com o Ibope, a parcela de eleitores que acredita na vitória de Dilma, independentemente de quem seja seu candidato, é amplamente superior à dos que crêem que Serra vencerá: 45% prevêem que a eleição será ganha pela petista enquanto 34% prevêem que será vencida pelo candidato tucano.
Dilma também lidera as intenções de voto na simulação em que o eleitor cita seu candidato espontaneamente. A petista alcançou 22% contra 17% de Serra.
Diz o Ibope que, em 10 dias, Serra desempatou a disputa na parcela do eleitorado formada pelas mulheres e assumiu uma vantagem de 7 pontos – 46% a 39%. Ao mesmo tempo, concluiu o instituto, o candidato tucano alcançou vantagem de 7 pontos na Região Sudeste (41% a 34%) e inverteu o jogo no Norte/Centro Oeste: perdia por 40% a 34% e agora vence por 43% a 35%. No Sul, o tucano vence por 45% a 37%, segundo o Ibope, enquanto Dilma lidera no Nordeste (50% a 30%).
Brasília Confidencial