O presidente Lula chegou ao último maio de seu governo com a aprovação de 83,7% dos eleitores. Não é o melhor resultado que já obteve (84% em janeiro de 2009), mas é mais do que o dobro do índice de aprovação ao desempenho do presidente Fernando Henrique Cardoso (41,8%) em maio de 2002, último ano de seu mandato.

Já o Governo Lula foi avaliado positivamente neste mês por 76,1% do eleitorado. Essa não é apenas a melhor marca do Governo Lula, mas o mais alto índice de aprovação conquistado pelo governo federal nos últimos 12 anos, pelo menos. E é índice quase três vezes maior do que o obtido pelo Governo Fernando Henrique em maio de 2002.

Esses dados sobre a popularidade do presidente Lula e do governo estão expostos na mais recente pesquisa eleitoral feita pelo instituto Sensus para a Confederação Nacional do Transporte e divulgada ontem. E ajudam a explicar porque a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, assumiu a liderança da disputa – como já apontara o instituto Vox Populi, no sábado, e o Sensus confirmou nesta segunda-feira.

Ouvidos 2.000 eleitores em 136 municípios de 24 estados, no período de 10 a 14 de maio, a pesquisa CNT/Sensus informa que Dilma obteve 35,7%; que José Serra (PSDB) alcançou 33,2%; que Marina Silva (PV) somou 7,3% e que outros oito candidatos de pequenos partidos obtiveram juntos 3,7%.

Dilma lidera também a disputa para o segundo turno. A candidata petista subiu de 37,1%, em janeiro, para 41,8% em maio, enquanto José Serra caiu de 44% para 40,5%.

A pesquisa também apontou a pré-candidata do PT como a menos rejeitada. Pouco mais de 26% dos eleitores disseram que não votariam nela de jeito nenhum. No caso de Serra essa parcela do eleitorado chega a 29,5%; e, no caso de Marina, a 34,4%.
Fonte: Brasília Confidencial


A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, cresce e já lidera a preferência para as eleições presidenciais deste ano, segundo pesquisa Vox Populi, divulgada pelo canal de TV Band, na noite de sábado (15/05).

A pesquisa revela que Dilma tem 38% das intenções de voto na consulta estimulada, com um aumento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.

José Serra, pré-candidato do PSDB, caiu três pontos percentuais e está agora com 35%. Marina Silva, do PV, se manteve no patamar de 8%.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde aos pesquisadores em quem votar, Dilma também é indicada como a melhor opção dos eleitores. Ela aparece com 19% das intenções de voto e o adversário tucano com 15%.

Os eleitores dos estados do Nordeste preferem Dilma, onde tem a maior aprovação: 45%. Na divisão de gêneros, a pré-candidata do PT tem mais aprovação entre os homens brasileiros com 42% dos votos e 34% são das mulheres.

Ouça aqui a análise do deputado Virgílio Guimarães sobre os números atuais divulgados pelo Vox Populi e as possibilidades da pré-candidata Dilma Rousseff à presidência.


O Vox Populi consultou 2.000 eleitores em 117 cidades de 23 estados e o Distrito Federal. Os dados foram levantados entre os dias 8 e 13 de maio. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 11.266/2010.




Previdência e demografia criam "bomba relógio" no país

Em novo livro, economista defende reforma para que envelhecimento da população não torne insustentáveis as contas públicas no futuro


FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL


O economista Fabio Giambiagi é um incansável defensor de mudanças nas regras da Previdência Social no Brasil. Seu mais novo livro, "Demografia - A Ameaça Invisível", escrito em parceria com Paulo Tafner, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), joga luz sobre o envelhecimento da população no Brasil e os desafios que isso impõe à sustentabilidade das contas públicas. A obra defende, entre outras coisas, que benefícios assistenciais sejam diferenciados dos previdenciários e que o salário mínimo deixe de indexar os pagamentos da Previdência -mudanças impopulares e que requerem alterações constitucionais. Giambiagi, ex-professor da UFRJ e da PUC-Rio, ex-membro do Ipea e hoje chefe do Departamento de Risco de Mercado do BNDES, é autor de mais de dez livros sobre economia.
Leia entrevista à Folha


Entrevista publicada pelo Jornal Folha de S. Paulo (17 de maio de 2010)
Foto: Rafael Andrade - 1º out.09/Folha Imagem

“A solidez da moeda brasileira e a as condições do mercado foram fundamentais para que o governo federal pudesse lançar o pacote de estímulo às exportações”, diz o economista e deputado federal Virgilio Guimarães.

Lançado, recentemente, o pacote aumenta competitividade de produtos brasileiros frente à concorrência externa trazendo inúmeros benefícios aos exportadores.

Dentre as medidas lançadas pelo governo, as empresas exportadoras terão a devolução de 50% dos créditos tributários do PIS, Cofins e IPI em até 30 dias.

Além disso, a criação da agência para financiar as operações de comércio externo no país, uma linha de crédito para as exportações de bens de consumo com limite de R$ 7 bilhões e a criação de um fundo garantidor de comércio exterior para viabilizar as vendas externas.

O deputado federal Virgílio Guimarães comenta sobre o mercado e as medidas adotadas pelo governo federal para estimular a competitividade dos produtos brasileiros.



Ouça aqui

Os trabalhadores com menor salário e menos qualificação foram os mais beneficiados com aumento da renda, no período 2002/2008, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado ontem.

“A Evolução Recente dos Rendimentos do Trabalho e o Papel do Salário Mínimo” mostra que os ganhos do salário mínimo, sobretudo a partir de 2004, foram os fatores que mais contribuíram para o aumento da renda. Mostra também que os trabalhadores mais qualificados perderam renda, excetuados aqueles que atuavam em setores favorecidos por investimentos estatais, como infraestrutura e energia.

Num período em que a renda média nacional do trabalho aumentou 7,58%, os pequenos agricultores acumularam ganhos de 21,15%; os salários dos trabalhadores domésticos cresceram 15,36%; os trabalhadores não brancos obtiveram alta de 17,92%; aqueles com até quatro anos de estudo tiveram aumento de 12,39%; os trabalhadores das áreas rurais aumentaram seus ganhos em 28,15%; e os nordestinos passaram a ganhar 19,69% a mais.
Ao contrário destes, os trabalhadores mais qualificados sofreram perdas salariais entre 2002 e 2008. Quem tinha mais de 11 anos de estudo perdeu 12,76%.

Professores e profissionais das áreas de ciências biológicas e de saúde foram os que mais perderam. Médicos e enfermeiros, por exemplo, amargaram perdas que somaram 5%. Os professores com formação superior tiveram perda de 2,6%.

Fonte: Brasília Confidencial


Está mais fácil adquirir artigos ambientalmente sustentáveis e socialmente justos. O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) desenvolveu uma ferramenta na internet que reúne mais de três mil produtos e serviços oferecidos por grupos autogestionários de todo o Brasil. É o Farejador da Economia Solidária, acessível no endereço www.fbes.org.br/farejador.

Com ele você pode encontrar produtos e serviços da Economia Solidária em qualquer cidade do país: são alimentos da agricultura familiar, biojoias, artesanatos, roupas, acessórios, consultorias e cursos profissionalizantes, entre outros. Além disso, é possível gerar de forma simples um catálogo em formato de páginas amarelas a partir do resultado da pesquisa, que pode ser transformado em PDF e distribuído via e-mail para seus amigos e amigas ou impresso para distribuição em seu bairro, cidade, escola ou trabalho.

De acordo com Daniel Tygel, da secretaria executiva do FBES, o objetivo central do Farejador é facilitar o acesso a produtos da economia solidária que, algumas vezes, acabam ficando distantes do público já que não estão disponíveis nas prateleiras dos grandes supermercados.

“Muitas pessoas têm o desejo de consumir coisas que não contribuam para o aumento das desigualdades sociais, destruam o meio ambiente ou desintegrem comunidades locais. Geralmente o que vemos no comércio tradicional são jogadas de marketing social para vender produtos que não necessariamente têm essas características. O Farejador é um instrumento para tornar a economia solidária mais próxima do consumidor”, ressalta Daniel.

Fonte: Mulheres com Dilma