A candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência cresceu 4 pontos percentuais, entre o fim de janeiro e o fim de março, enquanto a de José Serra (PSDB) estacionou, segundo pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi para a Rede Bandeirantes e divulgada na noite deste sábado, no Jornal da Band.


A vantagem de Serra, que era de 7 pontos no fim de janeiro, caiu para 3 pontos.

De acordo com o Vox Populi, Serra obteve 34% das intenções de voto no fim de janeiro e também no fim de março, enquanto Dilma cresceu de 27% para 31%. Ciro Gomes (PSB) obteve 10% e Marina Silva (5%).

Moradores de áreas de risco às margens do ribeirão Arrudas, em Contagem, terceira maior cidade de Minas Gerais, receberam ontem, 01/04, 160 apartamentos construídos na primeira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Arrudas. A intervenção acontece em uma das regiões mais afetadas por inundações e desmoronamentos no período das chuvas, e prevê a construção de 608 apartamentos de dois e três quartos para o reassentamento de famílias e a remoção de outras 235 para habitações já existentes. O programa também investe em obras de tratamento de fundo de vale do ribeirão, saneamento, recuperação ambiental e na implantação de sistema viário para melhorar o acesso à Belo Horizonte.


A Avenida Tereza Cristina, principal acesso entre Contagem e a capital, receberá quatro pontes, dois viadutos, uma trincheira e um viaduto ferroviário. Jardins, áreas de lazer e um Centro Comunitário também compõem o projeto de recuperação das margens do ribeirão. As obras de saneamento prevêem contenções, retificações, interceptores de esgotos e remanejamento das redes de água na região.


Com investimento de R$ 193 milhões, sendo R$ 159 milhões do governo federal e o restante dividido entre as prefeituras de Contagem, Belo Horizonte o governo do Estado, o PAC-Arrudas beneficia cerca de 300 mil habitantes da região. Aproximadamente quatro mil empregos serão gerados até o início de 2011 quando todas as unidades habitacionais e as obras de infra-estrutura e recuperação ambiental serão concluídas.

O jornal norte-americano Wall Street Journal publicou nesta semana um caderno especial sobre o Brasil, em que destaca a trajetória do crescimento do País sob o governo Lula. “Para o Brasil, finalmente é o amanhã”, é o logotipo de um encarte especial do jornal. Um dos editores da publicação afirma, em vídeo, que “a ascensão do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas de nosso tempo”. Ele afirma que o Brasil “não está somente redefinindo a América Latina, mas também a economia do mundo inteiro.”
O material do jornal abrange desde o fortalecimento do real até o “ explosivo mercado de ações “ do País e o “ardente” debate sobre um astro do futebol (o Ronaldinho Gaúcho)”. Diz ainda que o “Brasil virou a esquina e agora é uma nação de peso, ambição e fundamentos econômicos para se tornar uma potência mundial. Mas o País tem enormes desafios que precisa enfrentar até aproveitar integralmente esse potencial.” Ainda há ”trabalhos colossais” a serem feitos, diz a reportagem, assinada pelo correspondente PauloPrada.
Uma das reportagens trata das eleições deste ano e conclui que os brasileiros “querem mais do mesmo”. No plano internacional, o jornal escreve que “de repente”, o que o Brasil fala passa a ter importância no exterior.
Fonte: Informes PT

10:30

Mistério

Durante a campanha eleitoral de 1989, Leonel Brizola almoçou nesta Folha e, a horas tantas, comentou que uma eventual vitória de Fernando Collor de Mello seria "anti-histórica". Concordei com ele, em silêncio.
Como todo mundo sabe, Collor ganhou. Decidi, também em silêncio, que não entendia absolutamente nada de como o eleitor brasileiro forma sua intenção de voto e que era mais prudente, daí em diante, dar palpites apenas quando o Datafolha iluminasse o caminho.

Não é que, agora, nem o Datafolha ilumina algo? O resultado da pesquisa mais recente, ontem publicada, é um denso mistério, ao menos para mim. Não consigo encontrar uma explicação forte para o fato de José Serra ter subido quatro pontos em um mês. Atenção, hidrófobos do tucanato, não estou lamentando a subida, apenas tentando entendê-la.

Que Dilma Rousseff parasse nos 28% ou 27% é compreensível. Deve ter havido uma pausa (ou interrupção definitiva, sabe-se lá) no empurrão que o prestígio do presidente Lula dá à sua candidata.
Mas o que houve para que Serra subisse? Não vi nada no noticiário, a menos que tenha perdido algo por viajar frequentemente para o exterior, o que às vezes faz com que leia apenas superficialmente os jornais brasileiros.

Diminuíram as chuvas, é a hipótese levantada pelo meu guru do Datafolha, Mauro Paulino. Pode ser, mas, pela lógica, seria motivo para que Serra estacionasse, não para que subisse, certo?
Enfim, o resultado só me faz retornar à sensação de 20 anos atrás e decidir deixar que o Datafolha me surpreenda a cada tanto.

Clóvis Rossi/Folha de SP/ 28/03/2010

A pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra Serra com 36% das intenções de voto contra 27% de Dilma Roussef. Na pesquisa anterior, de fevereiro, Dilma tinha 28% e Serra 32%. Muitos petistas podem ficar contrariados com a pesquisa, pois sonhavam com uma queda livre de Serra e a continuidade da escalada de nossa pré-candidata.


Eu faço duas leituras dessa pesquisa:


1 - a pesquisa mostra Dilma consolidada no voto mais "petista", sem oscilação em relação ao levantamento anterior. Serra continua na mesma faixa, com 4% a mais do que em fevereiro. Está assim desde o ano passado, quando caiu do patamar dos 40% para a faixa dos 35 a 38%. A única pesquisa que deu Serra com menos de 35% foi o Datafolha de fevereiro, aparentemente um ponto fora da curva, ou uma distorção de amostra.


2 - essa pesquisa é boa para limar o salto alto de parte do PT. Essa eleição não será um passeio, como alguns desejam, e não ajudam especulações do tipo "vamos ganhar no primeiro turno". Nossa vitória só virá com muita luta.
Por isso, eu gostei da pesquisa. Outras virão para alimentar a ansiedade eleitoral da militância.

Ricardo Berzoini

Em discurso no plenário da Câmara dos deputados, Virgílio reforçou o pedido para que a casa vote, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição 308 que trata da criação das polícias penitenciárias federal e estaduais. Sempre em contato com o sindicato da categoria, Virgílio trabalha para atender à demanda que trará uma melhor organização no plano de carreira dos agentes.

Discurso do deputado:

Sr. Presidente,
agradeço a V.Exa. a oportunidade, até porque este um minuto é suficiente para
dar meu recado e fazer um apelo para a Casa no sentido de que votemos em
primeiro turno a PEC nº 308, de 2004.

Trata-se da criação da Polícia Penal, a polícia do lado de dentro da
penitenciária. A Polícia Militar tem a sua estrutura funcional; a Polícia
Civil, a dela, mas os profissionais que atuam na penitenciária, lugar complexo
e perigoso, não têm uma carreira estruturada de forma adequada.

Há ali pessoas abnegadas, é verdade; pessoas que procuram se formar, é verdade,
mas precisamos de uma polícia especializada, até porque o crime se
especializou. O crime organizado tem suas garras e seu braço fora da
penitenciária. E, quando um agente penitenciário, um carcereiro vai para casa,
corre risco.

Portanto, a criação da Polícia Penal é urgente. Por isso, Sr. Presidente, a
votação dessa PEC em primeiro turno se faz necessária.

Se a apreciação de todas as PECs ficar para depois da eleição, tudo bem, mas
devemos fazer logo a votação, em primeiro turno, da PEC nº 308, de modo a que
ela se equipare às demais e tenhamos a chance de aprová-la, em segundo turno,
ainda este ano.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Site do Sindasp MG